Associaçao dos Artistas Plásticos da Bairrada

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Jul 08
A arte da Oceania constitui um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Sua inclusão na história da arte é bastante recente, data do século XX, quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressavam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente, vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. Alguns, como Gauguin, não titubearam em se mudar para lá por algum tempo, em busca de novas motivações temáticas e técnicas.
São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania, vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos, nos desertos do continente, os papuas, na ilha da Nova Guiné, os melanésios, no arquipélago da Melanésia, e os polinésios, na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. Embora todos tenham origem asiática, cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos, climáticos e materiais de cada região.
Assim, embora no caso dos arquipélagos da Polinésia e Melanésia os materiais utilizados sejam variados - fibras vegetais, ossos, corais, penas de pássaros, madeira e conchinhas -, o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos, limitados pela escassez do deserto. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis, inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso, os papuas acentuam a expressividade, e os polinésios, menos conservadores, buscam a novidade.
ESCULTURA
A escultura apresenta forma, técnica e suportes diversos que possibilitam uma diferenciação de estilos entre os povos da Oceania, embora evidenciando um espírito comum a todos, em termos de expressividade e falta de condicionamento de seus artistas ao figurativismo. Os totens foram as representações mais freqüentes da estatuária oceânica. Na Melanésia chegaram perto da representação naturalista, enquanto os micronésios moldaram estatuetas de uma pureza de formas equivalente às esculturas cubistas.
Na Polinésia, proliferaram as esculturas de rochas vulcânicas, representadas por cabeças cúbicas ou antropomórficas. As mais famosas são as da ilha da Páscoa, que deram origem a todo tipo de teorias, embora já se tenha confirmado que elas não pertencem a uma cultura milenar, mas sim ao século XV. Não menos interessantes foram as talhas totêmicas de madeira, muitas das quais apresentam o rosto superdimensionado em relação ao corpo e coberto de tatuagens semelhantes às que os homens tinham normalmente por todo o corpo.
 
MÁSCARAS
As máscaras tiveram uma função exclusivamente religiosa na vida de todos os povos da Oceania. A exemplo do restante das produções artísticas, a diversidade formal e estilística era determinada pelos materiais de cada região e seus rituais religiosos, assim como pelo contato com outros povos das imediações. Os papuas da Nova Guiné teciam com vime as chamadas máscaras-cascos, utilizadas nos rituais de guerra. Nas de iniciação, ao contrário, combinavam madeira, conchinhas, pêlos de animal e cestaria.
Os desenhos variavam entre a esquematização e a deformação monstruosa com algum fim específico. As máscaras funerárias eram geralmente feitas com crânios humanos e fibras vegetais trançadas à guisa de cabelo. Restaram muito poucos exemplares delas porque eram queimadas ao final da cerimônia. As mais originais são, sem dúvida, as dos nativos da Nova Irlanda: muito coloridas, os artistas jamais repetiam um desenho, e somente as mais bonitas se salvavam da destruição.
Enciclopedia Multimedia del Arte Universal - Vol. 3
©AlphaBetum Ediciones Multimedia, Madrid, 1999.
Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira
 
 
 
 
A Polinésia abriga os construtores de estátuas de pedra da Ilha de Páscoa, os adoradores do feroz Kukailmoku, deus da guerra nas Ilhas do Havaí, e os guerreiros Maoris da Nova Zelândia, também inclui os povos da Ilhas Cook, Samoa (Samoa Americana e Samoa Ocidental integrante da Nova Zelândia), Fiji, Tonga, a Polinésia Francesa (Ilhas da Sociedade, Marquesas, Papeete,Taiti) e as Ilhas Pitcairn.
O pintor francês Paul Gauguin (1848-1903), autor das pinturas que ilustram esta página, viveu no Taiti entre 1892 e 1893, voltou a Paris por um curto período e, em 1895 instalou-se nas ilhas Marquesas, a 870 quilômetros de Papeete, capital da Polinésia Francesa, onde morreu em 1902.
 
publicado por aabp às 16:16

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