Associaçao dos Artistas Plásticos da Bairrada

31
Jul 08

Pintura Mexicana

 

Os pintores maias no período pré-colombiano representavam as cenas do cotidiano em vasos de cerâmica e nas paredes dos templos, suas cores vivas e a completa ausência de sombra ou perspectiva criavam um efeito extremamente decorativo. A pintura mexicana atingiu seu ponto máximo nas décadas de 20 e 30, quando vários artistas pintaram temas que enfatizavam sentimentos nacionalistas.

Os artistas mexicanos produziram obras que combinavam as técnicas do expressionismo com temas nacionalistas e por vezes revolucionários. Seus pintores procuravam criar obras autenticamente mexicanas, muitas delas retratam heróis e a história do México. Estas pinturas eram muito procuradas para decorar edifícios públicos, por isso muitos artistas mexicanos dedicaram-se a pintar enormes murais.

Durante a década de 1960, pintores jovens abandonaram os temas revolucionários e seguiram as últimas tendências da arte, vindas de outros países, dando à pintura do México um caráter universal. Entre os pintores mexicanos destacam-se: Diego Rivera, Rufino Tamayo, Frida Khalo, Arturo Garcia Bustos, Francisco Toledo e Jose Clemente Orozco.

 

 

 

 

Frida Kahlo (1907-1954)

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, célebre pintora mexicana, nasceu na cidade de Coyoacán.
Aos seis anos teve poliomielite, que a deixou com uma perna mais curta o resto de sua vida. Pessoa rebelde que gostava de surpreender a todos, ainda jovem vestia-se com roupas homem, para chocar seus familiares.
Tornou-se conhecida como pintora de auto-retratos.
Em 1925, voltando da escola de ônibus, sofreu um grave acidente que quase lhe custou a vida, deixando-lhe várias seqüelas que influenciaram sua vida e sua arte.
Em muitos de seus quadros estão refletidos seus anos de sofrimento.
Em 1929, casou-se com o muralista Diego Rivera, casamento conturbado com várias infidelidades de ambos os lados.
Por sugestão de Rivera passou a vestir-se com roupas tradicionais, que junto com suas sobrancelhas cerradas e bigode, tornaram-se sua marca registrada.
Sua pintura se identifica com o estilo surrealista, pintava sua própria realidade, o que sentia e o que lhe ocorria. Com ajuda de alguns pintores entre eles Marcel Duchamps, conseguiu expor alguns de seus quadros nos Estados Unidos e Europa.
Na única exposição em seu país, Frida escandalizou a todos, estando enferma foi colocada no centro da sala e distraía o público contando piadas e bebendo; a exposição foi um sucesso.
Kahlo morreu em 13 de julho de 1954, mas sua arte continua viva, seus admiradores criaram o "Kahloismo" , no qual cultuam Frida como uma deusa.
Um filme sobre sua vida concorreu em 2003 ao Oscar, recebendo dois prêmios, em maquiagem e trilha sonora.


Auto retrato

Auto retrato com macaco

Cristina, minha irmã

Diego em meu pensamento

 

Fontes das imagens: http://www.usatoday.com, http://www.members.aol.com/fridanet/artwork.htm e http://www.fridakahlo.it/

 

 

Arturo Garcia Bustos (1926-)

Arturo Garcia Bustos nasceu na cidade do México, foi assistente de Diego Rivera e aluno de Frida Khalo e com mais três estudantes formou um grupo chamado "Los Fridos", devido à grande admiração que tinham por Frida. Tornou-se muralista pela convivência com Rivera e começou a pintá-los a partir 1947. Estudou na China e na Coréia. Seus trabalhos têm sido expostos não só no México, mas em todo o mundo. Arturo recebeu também vários prêmios. Seu talento, delicadeza e generosidade serão lembrados por todas as gerações futuras de artistas mexicanos. Vê o mundo de um modo simples e com esperança, conversa com pessoas comuns sobre valores e dificuldades, inspira a todos, que se enriquecem apreciando suas obras.

 

 

 

 

 

 


Mural
 

Valle de Oaxaca
 

O Mercado
 

A Noiva

A Festa em Juchitan

 

BOAS FÉRIAS

 

 

 

 

Fonte das imagens: http://www.labottegadelpittore.it, http://www.lalloronagallery.com e http://www.ddbstock.com
publicado por aabp às 15:33

28
Jul 08

 

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publicado por aabp às 19:48

A escultura em madeira é uma tradição muito forte na Jamaica. Nascida da cultura tribal da África e temperada pela influência européia.

A mais famosa escultora jamaicana é sem dúvida Edna Manley, considerada a matriarca da arte na Jamaica. Seus trabalhos em madeira, metal e pedra estão expostos na National Gallery em Kigston. Juntam-se a ela centenas de escultores autodidatas que esculpem em madeira.

Edna Manley (1900 - 1987)

Nascida na Inglaterra em 1900, filha de um missionário metodista inglês e de uma jamaicana. Estudou arte em Londres, onde se casou com seu primo Norman Manley; quando foram viver na Jamaica, terra natal de seu marido, Edna conheceu um povo afastado de sua tradição e cultura. Ela e seu marido se uniram numa luta que o levaria a Primeiro Ministro da Jamaica e, ao mesmo tempo, conseguiu uma renovação artística e tornou a Jamaica independente.
Incansável em seu trabalho criador, também se esforçou para estimular outros artistas que achavam possível uma forma estética expressiva das novas realidades do país, sedento do nascimento de uma cultura nacional. Seu trabalho simbolizava o espírito dos negros jamaicanos, anteriormente escravos, que lutavam por liberdade e justiça econômica.
Edna tornou-se uma figura central na arte da Jamaica, não só por sua escultura, mas também por incentivar artistas locais a procurarem inspiração em suas próprias raízes. Além de professora, modelo para outros artistas e catalisadora do movimento artístico da Jamaica, fundou a National Gallery of Jamaica e a Jamaica School of Art. http://www.edukbr.com.br/


O Tigre

Adão e Eva

 

Fontes das imagens: http://www.iadb.org, http://www.arteamerica.cu/, http://www.thechronicle.demon.co.uk e http://www.arts.ufl.edu

 

publicado por aabp às 11:34

21
Jul 08


 

...Flor Garduño


 

 
Quando ainda estavam frescas na memória as imagens apresentadas no Porto (Testemunhos do Tempo) no início deste ano, Flor Garduño volta a dar-nos pistas para conhecermos melhor o seu universo onírico, feito de representações que tentam ultrapassar a fatalidade do tempo histórico e do mundo terreno. A Galeria Pente 10 recebe até ao fim de Agosto a exposição Mujeres Fantasticas, um trabalho sobre as representações que a feminilidade foi ganhando ao longo dos tempos. É um projecto que vem sendo construído praticamente desde o início da sua carreira como fotógrafa.
Flor Garduño nasceu e cresceu na Cidade do México. Assim que acabou os estudos na Academia de São Carlos, começou a trabalhar ao lado do mestre Manuel Álvarez Bravo. A Magia do Jogo Eterno foi o seu livro de estreia, em 1985. Dois anos depois, lançou Bestiarium. Testemunhos do Tempo, a obra que mais reconhecimento lhe deu, foi publicada em 1992 e teve 6 edições. Em 2000, a editora Aperture republicou a obra. As fotografias deste trabalho passaram por mais de 40 museus e galerias de todo o mundo. Flor/Inner Light (2002, Bulfinch Press, Nova Iorque) reproduz naturezas mortas, nus e retratos. Naturezas Silenciosas (2005, Gabriele Editore, Suíça) é o seu último álbum.

Mujeres Fantasticas, de Flor Garduño
Galeria Pente 10
Trav. da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras), Lisboa
Tel.: 212369569
Até 31 de Agosto

Uma entrevista a consultar em http://blogs.publico.pt/artephotographica/

Um vídeo a ver em http://br.youtube.com/watch?v=_dBIlY5yMtk&eurl=http://www.cidadevirtual.pt/cdl/last1.html

 

 

publicado por aabp às 11:12

18
Jul 08
A arte da Oceania constitui um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Sua inclusão na história da arte é bastante recente, data do século XX, quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressavam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente, vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. Alguns, como Gauguin, não titubearam em se mudar para lá por algum tempo, em busca de novas motivações temáticas e técnicas.
São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania, vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos, nos desertos do continente, os papuas, na ilha da Nova Guiné, os melanésios, no arquipélago da Melanésia, e os polinésios, na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. Embora todos tenham origem asiática, cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos, climáticos e materiais de cada região.
Assim, embora no caso dos arquipélagos da Polinésia e Melanésia os materiais utilizados sejam variados - fibras vegetais, ossos, corais, penas de pássaros, madeira e conchinhas -, o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos, limitados pela escassez do deserto. Também é possível detectar diferenças estilísticas consideráveis, inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso, os papuas acentuam a expressividade, e os polinésios, menos conservadores, buscam a novidade.
ESCULTURA
A escultura apresenta forma, técnica e suportes diversos que possibilitam uma diferenciação de estilos entre os povos da Oceania, embora evidenciando um espírito comum a todos, em termos de expressividade e falta de condicionamento de seus artistas ao figurativismo. Os totens foram as representações mais freqüentes da estatuária oceânica. Na Melanésia chegaram perto da representação naturalista, enquanto os micronésios moldaram estatuetas de uma pureza de formas equivalente às esculturas cubistas.
Na Polinésia, proliferaram as esculturas de rochas vulcânicas, representadas por cabeças cúbicas ou antropomórficas. As mais famosas são as da ilha da Páscoa, que deram origem a todo tipo de teorias, embora já se tenha confirmado que elas não pertencem a uma cultura milenar, mas sim ao século XV. Não menos interessantes foram as talhas totêmicas de madeira, muitas das quais apresentam o rosto superdimensionado em relação ao corpo e coberto de tatuagens semelhantes às que os homens tinham normalmente por todo o corpo.
 
MÁSCARAS
As máscaras tiveram uma função exclusivamente religiosa na vida de todos os povos da Oceania. A exemplo do restante das produções artísticas, a diversidade formal e estilística era determinada pelos materiais de cada região e seus rituais religiosos, assim como pelo contato com outros povos das imediações. Os papuas da Nova Guiné teciam com vime as chamadas máscaras-cascos, utilizadas nos rituais de guerra. Nas de iniciação, ao contrário, combinavam madeira, conchinhas, pêlos de animal e cestaria.
Os desenhos variavam entre a esquematização e a deformação monstruosa com algum fim específico. As máscaras funerárias eram geralmente feitas com crânios humanos e fibras vegetais trançadas à guisa de cabelo. Restaram muito poucos exemplares delas porque eram queimadas ao final da cerimônia. As mais originais são, sem dúvida, as dos nativos da Nova Irlanda: muito coloridas, os artistas jamais repetiam um desenho, e somente as mais bonitas se salvavam da destruição.
Enciclopedia Multimedia del Arte Universal - Vol. 3
©AlphaBetum Ediciones Multimedia, Madrid, 1999.
Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira
 
 
 
 
A Polinésia abriga os construtores de estátuas de pedra da Ilha de Páscoa, os adoradores do feroz Kukailmoku, deus da guerra nas Ilhas do Havaí, e os guerreiros Maoris da Nova Zelândia, também inclui os povos da Ilhas Cook, Samoa (Samoa Americana e Samoa Ocidental integrante da Nova Zelândia), Fiji, Tonga, a Polinésia Francesa (Ilhas da Sociedade, Marquesas, Papeete,Taiti) e as Ilhas Pitcairn.
O pintor francês Paul Gauguin (1848-1903), autor das pinturas que ilustram esta página, viveu no Taiti entre 1892 e 1893, voltou a Paris por um curto período e, em 1895 instalou-se nas ilhas Marquesas, a 870 quilômetros de Papeete, capital da Polinésia Francesa, onde morreu em 1902.
 
publicado por aabp às 16:16

17
Jul 08

:: A tatuagem da Polinésia ::

 Greco Tattoo
A tatuagem da Polinésia é uma das mais artísticas de todo mundo antigo. Isso se deve ao fato da arte existir no local muito antes da chegada dos europeus no pacífico sul. Em sua forma mais avançada era caracterizada com desenhos geométricos. Essa arte se desenvolveu durante milhares de anos nas ilhas do pacífico.

Os desenhos eram normalmente trabalhados, aumentados e renovados durante toda etapa da vida, até que o corpo ficasse totalmente tatuado. Sua beleza e complexidade remete às tatuagens da Polinésia como sendo a grande rival dos grandes trabalhos de mestres das artes contemporâneas. Ela foi adotada pelo ocidente, mediante as tripulações de colonos europeus que chegavam de expedições do Pacífico. Primeiramente, as tatuagens eram vistas com artefatos de bruxarias e rituais místicos.

Logo após os colonizadores começaram a saquear e escravizar os nativos impondo a eles o modo de vida europeu. Ironicamente, ao tempo em que a tatuagem se tornava esquecida nas Ilhas, era ao poucos adotada pelos ocidentais se espalhando rapidamente na marinha.

Muitas dos desenhos, juntamente com tradições místicas, segundo historiadores foram perdidas para sempre. E o que se sabe sobre a antiga arte Polinésia é somente um pequeno fragmento de todo o resto.
A única cultura Polinésia que sobreviveu sem nenhuma espécie de modificação e permanece com manda a tradição do povo polinésio, é a tatuagem das Ilhas Samoa.

Onde a atitude tolerante dos colonizadores alemães, durante a primeira década do século 20, tornou possível que os habitantes nativos mantivessem vivas as tradições e a transmitissem com orgulho para seus herdeiros. Nos anos mais recentes os habitantes estão cada vez mais voltados a antiga tradição cultural herdada, isso acontece devido muitas das artes estarem sendo revividas , incluindo a tatuagem Polinésia.  Greco Tattoo

Artistas contemporâneos estão utilizando métodos modernos para recriarem formas e desenhos inspirados nas velhas ilustrações, esculturas em madeira e outras artes Polinésia.

A tatuagem Polinésia hoje é a demonstração de identidade pessoal, de filiação e respeito a uma determinada cultura. E se mostra, às vezes, como a marca de rebeldia e resistência ao poder dos colonizadores.
Diversos tipos de estatuetas, feitas em diferentes tipos de materiais e decorados com desenhos semelhantes e encontradas juntamente com instrumentos utilizados para tatuar, em sítios arqueológicos dos Lapitas.

Esses instrumentos que datam de mais de três mil anos atrás, consistem em pedaços achatados e bem delineados de ossos, sendo que uma de suas extremidades tem a forma de um pente, com dentes bastante pontiagudos. Eles eram presos a um longo cabo de madeira .

 Greco Tattoo
O artista mergulhava o instrumento num pigmento negro, feito de fuligem e água, e fazia a tatuagem batendo levemente o instrumento com uma mareta . Essa técnica, que jamais foi encontrada em outro lugar, continua sendo usada até hoje por artistas tradicionais em Samoa.
Embora a cerâmica tenha cessado com o nascimento de cristo, a tatuagem tornou-se mais e mais praticada e sofisticada.

A tatuagem praticada nas Ilhas Fuji era um tanto quanto mínima, estando limitada a área puritana das mulheres. Foi em Tonga e Samoa que a tatuagem Polinésia se desenvolveu, tornando-se uma refinada obra de arte.

publicado por aabp às 15:23

16
Jul 08

  ILÍDIO CANDJA

 
 

Nasceu em Maputo, Moçambique, em 1976.
 

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(Marrabenta Jazz Som do Povo)


Iniciou-se na Pintura em 1997, tendo entrado nessa altura para a Escola Nacional de Artes Visuais de Maputo, onde frequentou também o curso de Cerâmica.

É membro do Núcleo de Arte de Maputo, Moçambique.

Sobre a sua pintura, João Tinga, conceituado artista plástico moçambicano, diz: "Ilídio é o continuador do grafismo dos nossos antepassados, tratando as telas de uma forma particular, com uma paleta própria e propositadamente infantilizada, tirando belos efeitos de uma extraordinária e harmónica combinação de cores, equilibrando assim forma, espaço e movimentos próprios".

Exposições individuais: "Um Gesto,Um Sorriso" - Meldarte 2002, Maputo, Moçambique.;"Amostra 15 dias", Fortaleza de Maputo, Maputo, Moçambique, 2003; "Desafios, Sonhos Coloridos", Galeria BeloBelo, Braga, 2004 ; "Um Olhar sobre a minha Terra - Sabor Madeira e Zinco", Auditório Municipal de Vila do Conde, 2005; "Oportunidade", Galeria da Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa, 2005,; "Pensamento Vertical", Instituto Camões de Maputo, Moçambique, 2005; "Pauta entre zoologia e lirismo"Galeria belobelo, Braga, 2007; "Fragmentos do passado", Galeria Silva Guerreiro, Almansil, 2007; "Ideias em partes no espaço", Nalobom Bekery, Berkeley, Califórnia, 2007; "Sonhos do Índico", Casa-Museu Bissaya Barreto, Coimbra, 2007; Semana de Moçambique no Porto, Espaço Música e Companhia, Porto, 2007; Labirinto, Espaço de Arte João Pedro Rodrigues, Porto; Diálogo, Tubo de Ensaio, Figueira da Foz, 2008.

Exposições colectivas: Concurso de Cartaz na Funuap, Maputo, Moçambique, 1997; Colectiva no BCI, Maputo, Moçambique, 1997; Colectiva na Unesco, Maputo, Moçambique, 1997; Francofonia no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Maputo, Moçambique, 1998; Colectiva alusiva ao 1º de Maio, EDM, Maputo, Moçambique; 1998; "Não às Minas", Centro de Estudos Brasileiros, Maputo, Moçambique, 1998; Bienal TDM, Maputo, Moçambique, 1999; "Descoberta", Centro de Estudos Brasileiros, Maputo, Moçambique, 2000; Encontro nas instalações da RH, Maputo, Moçambique, 2001; Festival de Agosto, Instituto Camões de Maputo, Moçambique, 2003; Colectiva no Banco ABSA, Joanesburgo, África do Sul, 2003; "Cruzamento de Ideias", Núcleo de Arte, Maputo, Moçambique, 2004; Colectiva, Galeria Sépia, Braga, 2005; Colectiva, Galeria Oparte, Gafanha da Nazaré, Aveiro, 2005; Mhambo Ancestral Artístico, Núcleo de Arte, Maputo, Moçambique, 2005; Colectiva de Pequeno Formato, Galeria Moraria, Funchal, Madeira, 2006; Bidimensionalidade, BCI - Fomento - Espaço Joaquim Chissano, Maputo, Moçambique, 2006; Colectiva comemorativa do 6º aniversário da Galeria Mouraria, Funchal, Madeira, 2007; Exposição Colectiva, Concurso Amadeu de Souza Cardoso, Amarante, 2007; 3 artistas 3 continentes uma mesma linguagem, Galeria Municipal de Barcelos, 2008; Colectiva da Galeria Ikon, Braga, 2008; Colectiva 7º Aniversário da Galeria Mouraria, Funchal, 2008; Colectiva Moçambique, Casino da Figueira da Foz, 2008.

Participação em leilões na Leiria e Nascimento, em Fevereiro e Dezembro de 2006 e no Identidades na ESBAP.

A sua obra encontra-se representada em inúmeras colecções privadas e públicas em Portugal e no estrangeiro.

 

 

http://www.9arte.com

 

publicado por aabp às 10:29

15
Jul 08

 

Wifredo Lam (1902–1982), 

Nasceu em Cuba, filho de um escrivão chinês (com 84 anos), e de Ana Serafina Castilla, mestiça com sangue índio e europeu. A sua infância será marcada pela sua madrinha, Mantonica Wilson, ligada ao voodoo e ao folclore das Caraíbas.
 
Vai para Havana para estudar Direito mas, ao mesmo tempo, estuda arte na Academia de Santo Alexandre. Os estudos iniciais em arte, são de vertente clássica.
 
Durante os primeiros anos da década de 20, Lam expõe no Salão da Associação de Pintores e Escultores, de Havana. Em 1923, parte para Espanha, em busca de horizontes artísticos mais alargados, e estuda no atelier de Alvarez de Sottomayor, pintor académico (mestre de Dali), e Director do Museu do Prado, em Madrid. Nesta cidade, Lam toma contacto com as obras de El Bosco, Brueghel e Goya.
 
Casa-se, em 1929, com a sua primeira mulher, Eva Piriz, de quem tem um filho. No entanto, em 1931, ambos morrerão de tuberculose.
 
Durante a Guerra Civil Espanhola, Lam toma partido da causa republicana, trabalhando numa fábrica de armamento.
 
Em 1938, parte para Paris, onde conhece Picasso e, no ano seguinte, expõe na galeria de Pierre Loeb.
 
Com o início da 2ª Guerra Mundial, e a invasão alemã de Paris, Lam será obrigado a deixar esta cidade, por causa das suas convicções anti-fascistas e da sua origem cubana, refugiando-se em Marselha. Aqui, toma contacto com a vanguarda francesa, em especial com André Breton e o surrealismo. Este, impressionado com as pinturas de Lam, pede-lhe que ilustre o seu poema Fata Morgana.
 
De Marselha, Lam parte para Martinica, juntamente com outros artistas. Chega a Cuba em 1941. O seu regresso é marcado pela constatação das difíceis condições em que os seus conterrâneos se encontravam. É neste ambiente que Lam pinta uma das suas mais importantes obras, A Selva (1943), exposta mo Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque.
 
Os anos 40 serão de constantes viagens entre Cuba, Paris e Nova Iorque, onde expõe, por diversas vezes, na galeria Pierre Matisse. Em 1944, casa-se com Helena Holzer, separando-se, mais tarde, em 1950.
 
Em 1952, Lam vai viver para Nova Iorque.
 
Casa-se pela terceira vez, com Lou Laurin, em 1960. Em 1964, Lam, instala-se em Albisola Mare, próximo de Génova, na Itália, e aí conhece Asger Jorn, fundador do grupo COBRA, que o inicia na arte da cerâmica. Neste mesmo ano, Lam recebe o prémio Guggenheim International Award.
 
Wifredo Lam morre em Paris, a 11 de Setembro de 1982.

 

 

 

 

 

Les loa petro enfantent dans la danse

 

 

 

 
Montreal Museum of Fine Arts
 "Salon de Mai Mural" (1967)

 

     
 

Wifredo Lam. La Jungla. 1943.

 La Jungla. 1943. Guache no papel, montado em tela de, 7' 10 1/4" por 7' 6 1/2" (239.4 x 229.9 cm).
 

 Até amanhã

publicado por aabp às 14:15

14
Jul 08

Introdução: A partir de hoje irei tentar lembrar ou dar a conhecer alguns nomes que não são nomeados com frequência nos meios de comunicação mais utilizados por nós. Numa primeira fase procurarei trazer nomes dos locais preferidos para férias pela maioria de nós.

 

 

BEATRIZ MILHAZES                     

Beatriz Milhazes in her Rio de Janeiro studio, 2004

 

Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro RJ 1960). Pintora, gravadora, ilustradora, professora. Formada em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro em 1981, inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais. Além da pintura dedica-se também a gravura, e a ilustração. De 1995 à 1996 cursa gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e em 1997 ilustra o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton. Beatriz Milhazes faz parte das exposições que caracterizam a Geração 80, grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos 1970, e tem por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art deco, entre outras. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em várias universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York.
 
Beatriz Milhazes, Avenida Brasil, 2003-2004
Avenida Brasil 2003-2004
 

Beatriz Milhazes, Summer Night (Noite de verao) 
Summer Night (Noite de verao)
2006
 
 
Até breve
 
publicado por aabp às 15:30

Esta comunicação serve, para já, como pedido de desculpas e justificação para o facto de não ter dado notícias neste blog à alguns dias e de ter saído da inauguração da nossa 1ª Colectiva sem esta ter quase se iniciado. Lamento mas tive que ir com o meu filho mais novo para o Hospital: foram necessários alguns pontos na cabeça e um certo tempo de vigilância pelo que já não voltei a tempo. Durante a semana passada, após um período maior nervosismo, um crise de fígado deixou-me sem reacção.

Estou de regresso e com mais ideias. 

Agradeço a  compreensão de quem nos visita aqui e na nossa sede.

Isabel Pereira - Presidente da Direcção

publicado por aabp às 15:21

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A estrada do sucesso está cheia de tentadoras áreas de estacionamento.
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